Vacinação contra a Influenza Pandêmica

quinta-feira, 18 de março de 2010 as 16:33

A Comissão de Enfrentamento da Influenza Pandêmica (H1N1) 2009 do Hospital Sofia Feldman deu início na última terça-feira, 16, a imunização dos profissionais do Hospital.

Para esclarecer algumas dúvidas freqüentes, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar preparou um “Tire Dúvidas”.

  • A vacina é feita de vírus inativado, ou seja, a pessoa não ‘pega’ a gripe ao se vacinar.
  • Após a vacina, o indivíduo desenvolve resposta de anticorpos em torno de 14 a 21 dias, com duração de imunidade por 1 ano.
  • A vacina registra em média 95% de proteção contra a doença. A capacidade de desenvolver proteção contra o vírus varia conforme a idade e as condições de saúde do vacinado.
  • Como o vírus causador da doença pode sofrer mutações, a pessoa vacinada em contato com uma pessoa infectada pode adquirir a doença, porém de forma mais branda e a chance de complicações é muito baixa.
  • A vacina é contraindicada para menores de 6 meses e para pessoas com alergia grave ao ovo de galinha, pois o mesmo é utilizado na fabricação da vacina. Para este grupo, a melhor proteção é que as pessoas próximas a eles se vacinem.
  • Pessoas em uso crônico de medicamentos podem tomar a vacina.
  • Gestantes e menores de 2 anos devem receber a vacina sem adjuvante (substância que potencializa os vírus inativados).
  • Não há restrições quanto ao período de idade gestacional para que a grávida receba a vacina. O melhor é se vacinar o mais cedo possível.
  • Pessoas com resfriado ou gripe leve podem tomar a vacina. Em outras situações, como febre alta ou sintomas mais fortes, devem procurar um médico e esperar que o quadro clínico melhore antes de se imunizarem.
  • Mesmo quem já teve a gripe H1N1 confirmada em exames laboratoriais deve receber a vacina. A pessoa em princípio, está imune, embora haja registro de alguns casos que desenvolveram uma segunda infecção. A duração da imunidade pode variar de pessoa para pessoa, mas, no caso desse vírus sofrer mutação um novo contágio poderá ocorrer. * Fonte: MS, 2010
  • Pessoas com doenças crônicas não precisam comprovar sua condição para se vacinarem. O documento exigido é o de identidade.
  • Para aqueles não inclusos no grupo prioritário de vacinação é interessante procurar a vacina na rede privada, caso tenha condições financeiras.
  • Os principais eventos adversos são dor no local da aplicação, muscular, nas articulações e febre baixa nas primeiras 48 horas.