SIPAT movimenta o Sofia

segunda-feira, 10 de junho de 2013 as 8:10

Caminhada, passeata educativa, sessão pipoca e prevenção de acidentes do trabalho fizeram parte da programação da SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, realizada no Hospital Sofia Feldman de 3 a 8 de junho. A primeira atividade levou funcionários a uma caminhada na Serra do Curral sob a coordenação da educadora física, Juliana Barbosa. Durante a semana, foram abordados temas como sedentarismo, prevenção de incêndios, acidentes domésticos e do trabalho e HIV. A SIPAT exibiu filmes sobre acidente de trabalho e um motivacional, mostrando a importância de se fazer bem feito o que se propõe. As crianças da Creche José de Souza Sobrinho realizaram uma Passeata Educativa que caminhou pelos corredores do Sofia. A turminha carregava seringas gigantes, óculos, luvas e portavam placas: “Cuide de você, cuide de mim”, “Plantando a semente da prevenção”, “Prevenção é a solução”. E juntos entoavam cuidar é amar.

O Hospital Sofia Fedman  foi pioneiro ao oferecer academia para os funcionários, com a criação há 10 anos do projeto ´Sofia Em Forma´ que  oferece incentivos à prática de exercícios físicos, com o objetivo de melhorar a saúde dos trabalhadores. O funcionário que se exercita tem abono de carga horária durante a atividade, ganha lanche com pão, sucos e saladas de frutas e, ainda, se atingir 70% de participação durante o mês, ganha o almoço. “Das pessoas que procuram atividade no Sofia, 95% são mulheres. Destas, 90% querem perder a barriguinha. Há um grande número de hipertensos e de pessoas que reclamam dores musculares”, informou a educadora física e coordenadora do projeto, Cristiane Almeida. Em 2009, entre 900 trabalhos, o Programa Sofia em Forma ficou entre os  três melhores programas voltados para o trabalhador no Seminário do HumanizaSUS – Cuidando de quem cuida, em Brasília.

Sedentarismo

O que é sedentarismo? “É a falta, a ausência ou a diminuição das atividades físicas ou esportivas. Considerada a doença do século, está associada ao comportamento do cotidiano decorrente de confortos da vida moderna. Antigamente as crianças brincavam nas ruas, onde se exercitavam naturalmente, hoje, elas vão da TV para o vídeo game e, muitas vezes, não se levantam nem para ligar os aparelhos, usam o controle remoto. Uma criança obesa tem grande chance de se tornar um adulto obeso”, alertou.  Ela fez uma analogia do corpo humano com o carro: “se ficar parado, desligado, terá problemas no motor. No corpo, começam a surgir doenças”.

“O sedentarismo deixa consequências para a saúde: perda de flexibilidade, hiper ou hipotrofia muscular, hipertensão arterial, diabetes, obesidade, colesterol, doenças cardíacas, dores musculares, doenças respiratórias, enfraquecimento de ossos e articulações, afetando também a qualidade do sono”. Cristiane orientou sobre as atividades oferecidas pela academia: dança, Jump, Yoga, terapias complementares e integrativas e ginástica em aparelhos. “Para abolir o sedentarismo, as pessoas podem fazer caminhada, correr, nadar, jogar bola. Atividade física é toda e qualquer atividade com gasto de caloria, exemplo, ir a uma padaria, subir escada.  Exercício físico é programado e tem um objetivo”, informou. Recomendou a prática de exercícios com orientação de um educador e por pelo menos 30 minutos diários.

No final da sua palestra, Cristiane  propôs uma reflexão aos participantes. Que se perguntem: o que acontece no nosso cotidiano para não adotarmos um programa de atividade física? Quais as dificuldades  encontradas? Ouviu dos funcionários: “Dá uma preguiça”, “Me falta disciplina”. E deu a dica: “escolha um amigo para praticar junto, selecione uma trilha sonora, encurte o tempo de prática, acompanhe seu progresso,  pratique ao ar livre e seja competitivo”. Cristiane deu como exemplo a experiência de algumas funcionárias que organizaram um bolão de emagrecimento, estimulando-se mutuamente a emagrecer com a prática regular de exercícios físicos. “Adulto que exercita, garante uma velhice mais saudável e uma melhor qualidade de vida”, concluiu.