Novos Residentes no Sofia

sexta-feira, 3 de março de 2017 as 11:51

Eles vieram de 33 cidades e de 9 estados brasileiros fazer Residência no Hospital Sofia Feldman –  São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Sul. A abertura aconteceu, ontem, dia 2 de março de 2017, no auditório Sabiá. Abertas as Residências: ‘Médica em Neonatologia’, em ‘Ginecologia e Obstetrícia’, em ‘Enfermagem Obstétrica’, e ‘Multiprofissional em Neonatologia’ (Psicologia, Nutrição, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Enfermagem, Farmácia, Fonoaudiologia, Serviço Social). Os 57 profissionais ficam no Sofia por dois anos, cumprindo a carga horária de 60 horas semanais. Ao final, terão feito 5.760 de horas/aulas teóricas e práticas.

A mesa foi composta pelo presidente da Fundação de Assistência Integral à Saúde – FAIS,   Sr. José Moreira Sobrinho e pelos preceptores das Residências: Edson Borges (Residência em Ginecologia e Obstetrícia), Raquel Lima (Residência Médica em Neonatologia), Érika Dittz (Residência Multiprofissional) e Danúbia Mariane (Residência em Enfermagem Obstétrica). Dr. Ivo de Oliveira Lopes, diretor técnico-administrativo do Sofia falou sobre o SUS e a cidadania. A cerimônia teve início com a apresentação de cada um dos novos residentes, que declararam a Residência escolhida e a cidade de origem.

A aula inaugural abordou “Os Valores que orientam a assistência à mulher e à criança no Hospital Sofia Feldman”. Os preceptores apresentaram a estrutura pedagógica, o cronograma de aulas, o planejamento do ensino clínico e, depois, acompanharam os novos residentes em uma visita técnica ao Hospital.

A preceptora da Multiprofissional, a terapeuta ocupacional Érika Dittz, deu as boas-vindas e alertou: “não serão tempos fáceis. Demandam dedicação exclusiva e entrega. Oportunidade de viver intensamente. Não vai ser fácil, mas não estarão sozinhos. Vamos tornar estes dois anos o mais positivo possível.”

Humanização atraiu profissionais

A expectativa dos profissionais é grande. A grande maioria já conhece o Hospital Sofia Feldman e o reconhece como referência na assistência humanizada às mulheres, famílias e recém-nascidos. Larissa Valenzuela e Stephanie Marson vieram de Porto Alegre. Larissa explicou que, no Rio Grande do Sul, a enfermeira obstetra não é atuante na cena do parto: “espero que consiga aprender muito sobre a humanização da assistência”. Stephanie completou: “quando voltarmos, encontraremos muita resistência por lá. Espero que consigamos colocar em prática o que aprendermos aqui”.

A psicóloga Jéssica Rodrigues Neves é de Belo Horizonte. Para ela, a filosofia de humanização da assistência praticada no Sofia vem de encontro ao que acredita. “Quero crescer enquanto pessoa e que isto se reflita na minha profissão; aprender mais sobre a humanização e o serviço da Psicologia dentro do ambiente hospitalar.”

Aprender na maior maternidade do Brasil

Jéssica Miranda, também da capital, inicia Residência Multiprofissional de Nutrição em Neonatologia. “Me interessa a nutrição materno-infantil. Minha expectativa é aprender o máximo e ajudar o hospital e as pessoas.” O TCC da enfermeira Aline Morgado foi sobre violência obstétrica e desenvolvido no Sofia. Agora, começa a Residência em Enfermagem Obstétrica: “Minha expectativa é a melhor possível. Vou ter um conhecimento maior na maior maternidade do Brasil”. Daniela Simin, anteriormente, estagiou por seis meses na Casa da Gestante. Foi fantástico! Gosto muito da Casa, um contexto diferenciado e o foco no social; me identifiquei muito!”

Com dois nomes bem parecidos, Thayse Capel veio de Dourados, MS, para fazer Residência Médica em Neonatologia e Thaiza Pereira, de Machado/MG para a Residência em Ginecologia e Obstetrícia. Ambas buscam conhecimentos e desejam sair capacitadas para atuar nas áreas escolhidas.

Marina Rodrigues, Letícia Silveira e Priscila de Paula Jesus são fisioterapeutas e vão iniciar a Residência Multiprofissional em Neonatologia. A expectativa é grande. Marina já tinha ouvido falar do Sofia por meio de mulheres que tiveram seus filhos no Hospital e o elogiaram. “Espero ter um aprendizado técnico-prático em Neonatologia e vivência do SUS”. Letícia e Priscila dividem os mesmos anseios, de vivenciar uma rica experiência e obter crescimento pessoal e profissional.

Profissionais do Sofia dão as boas-vindas

A enfermeira obstetra Sybille Vogt fez parte da   primeira turma de especialização em enfermagem obstétrica, em 1999, e ainda atua na instituição. Afirmou: “Com certeza, esta Residência será muito boa para vocês pelo resto das suas vidas.” A enfermeira neonatóloga, Paula Pimenta, desejou: “Muita luz nesta caminhada!”

A coordenadora da Linha de Ensino e Pesquisa – LEP, Lélia Maria Madeira, declarou “enorme prazer em recebê-los. Todas as questões relacionadas às residências passam pela LEP. Esperamos que tenhamos mais momentos prazerosos que dificuldades”.

Muito amor!

Para Sr. José Moreira Sobrinho, presidente da Fundação de Assistência Integral à Saúde – FAIS, “é motivo de grande satisfação ver tantos jovens procurando saberes, isto é bom para cada um de vocês e para o nosso país”, afirmou. “Sempre nos perguntamos, como esta casa resiste com salários atrasados, déficit mensal, situação que se repete Brasil afora? Por que tem uma mística, cada um cuidando do seu setor com amor tão grande que sobrepõe a esta lacuna de recursos.”

Lugar de luta pelo SUS

A terapeuta ocupacional, Erika Dittz, está há 15 anos no Sofia e é preceptora da Multiprofissional. Teve sua filha no Hospital e é usuária da Creche José de Souza Sobrinho, que atende aos funcionários. “Estou muito feliz em ver a sala cheia e ouvir de onde vieram. Contei, de 33 cidades diferentes e nove estados. Quanta diversidade! Reflete o compromisso deste hospital. Nosso compromisso é formar profissionais para o SUS. Fortalecer o Sistema Único de Saúde e qualificar a assistência à mulher e à criança. O compromisso com o sonho de cada um aumenta a nossa responsabilidade. Aqui é um lugar de luta pelo SUS.” Disse que há uma contradição, enquanto a mídia denuncia a grave situação financeira, o Hospital abre residência. “Isto é Sofia, a contradição. Não é porque temos dificuldades que vamos deixar de atender ou ensinar.  Diante da crise, podíamos desistir, mas escolhemos lutar. Sairemos mais fortalecidos”, opinou.

Excelência técnica

A pediatra Raquel Aparecida Lima é preceptora da Residência Médica em Neonatologia. Sobre a escolha do Sofia, afirmou   para os novos residentes: “não podiam ter feito melhor escolha para a vida profissional. O Sofia é muito especial. É um hospital que vai possibilitar não só excelência técnica, mas viver as relações humanas. O Sofia é um Hospital aberto que prioriza o acesso e a universalidade da assistência. Estamos formando profissionais para o SUS. É uma alegria ver vocês fazerem a diferença onde quer que estejam. Sabemos que é um período duro, mas extremamente prazeroso!

Sonho e realidade

Edson Borges é preceptor da Residência em Ginecologia e Obstetricia e disse que os alunos devem aprender a manter o equilíbrio entre a disciplina e a felicidade. O residente não é totalmente livre; tem que abrir mão de outras coisas em função da Residência. Esperamos que sejam felizes aqui. Nosso desafio é unir sonho e orçamento, sonho e realidade. Temos que cumprir nossa jornada, mas não podemos deixar de viver.”

Cidades de Origem

Os 57 profissionais vieram de: Betim, Belo Horizonte, Matozinhos, Bom Despacho, Ituiutaba, Patos de Minas, Sabará, Sete Lagoas, Montes Claros, Conselheiro Lafaiete, Pedro Leopoldo, João Monlevade, Bonito de Minas, Congonhas, Cláudio, Machado, Santa Maria do Salto, Esmeraldas, Rio Casca, Janaúba, Limeira, São Paulo, Taubaté, Brasília, Florianópolis, Vitória da Conquista, Salvador, Dourados, Campo Grande, Maceió, Porto Alegre e Aracaju.