Um Sofia em Santa Maria

segunda-feira, 6 de novembro de 2017 as 12:56

O Hospital Sofia Feldman recebeu a visita do médico ortopedista Francisco Harrinson, presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara dos Vereadores de Santa Maria, RS, que veio ao Hospital conhecer a assistência humanizada ao parto e nascimento oferecida na instituição. “Queremos absorver a filosofia e construir um pensamento para criar a nossa Sofia Feldman, com as características e a cara do Rio Grande do Sul”. Foi recebido pelo diretor técnico-administrativo do Hospital,  Ivo Lopes, que falou sobre a crise financeira e a luta por um financiamento tripartite. Com ele, vieram a esposa Clarissa Umpierre e seu filho Felipe.

O vereador informou que realizará em 25 de novembro de 2017 a ‘I Semana de Conscientização contra a Violência Obstétrica’, com o objetivo de sensibilizar gestores e profissionais para este novo modelo. Explicou que a assistência lá ainda é tradicional e centrada no médico. “Nos partos em Santa Maria o médico é a figura central, não a grávida ou o bebê. Episiotomia não é mais o padrão, há alguma resistência ao acompanhante de parto e a doula ainda não é regulamentada. Somos uma cidade universitária, contamos com 5 universidades. Temos material humano para trabalhar. Falta quebrar o gelo do Rio Grande do Sul”.

Atenção multiprofissional

A cidade é polo regional e conta com dois hospitais, o Hospital Universitário de Santa Maria e o  Hospital Casa de Saúde. Este universo da parturição é novo para Francisco. Foi procurado por mulheres ativistas e passou a desejar levar para a cidade mudanças na atenção às mulheres no nascimento de seus filhos. “Viemos ao Sofia porque ele é referência em parto humanizado e atenção às mulheres. A Ideia é conhecer o modelo de atendimento e adaptá-lo para a região.”

O Obstetra Guilherme Augustos Pedroso o recebeu na maternidade. Contou que costuma realizar de 6 a 8 cesáreas em 12 horas. “Temos um índice de cesáreas muito baixo, se fosse centrado no médico não daríamos conta, iria precisar de uns 12 médicos. A enfermeira obstetra é quem assiste o parto de risco habitual. Por causa da equipe multiprofissional conseguimos fazer muito com um custo muito mais baixo, que se fosse médico centrado”.

Edson Borges, medico ginecologista-obstetra, foi convidado e confirmou sua participação no I Seminário de Sensibilização. Reafirmou: “O que faz a diferença são as enfermeiras obstetras. A protagonista central é a mãe, o médico tem que estar em volta, não tão longe, mas nem tão perto, centrado na mulher e na criança.

Francisco levou para a Santa Maria o registro que fez dos depoimentos das doulas Maria Mazarelo e Sueli.