Aprimoramento e Inovação no Sofia Feldman

terça-feira, 30 de janeiro de 2018 as 14:52

Aconteceu, dia 26 de janeiro, o primeiro seminário do projeto Apice On no Hospital Sofia Feldman.

Edson Borges, médico obstetra, falou sobre os quatro desafios do ensino, colocados na iniciativa do Apice On. Segundo ele, é preciso inspirar no estudantes o fascínio pela normalidade e pelo comum. Ele suscitou questões como: o que é a normalidade? Quais os padrões e quem os definiu para o parto normal?

O segundo desafio, de acordo com Edson, é “desaprender várias coisas, mas isso é mais difícil do que aprender”. Ele explicou que no Brasil, tornou-se difícil para alguns profissionais abrir mão daquele modelo de assistência aprendido na faculdade, mesmo que as evidências demonstrem que deveriam mudar, como por exemplo, no caso da manobra de kristeller, (pressão na parte superior do útero) que ainda é utilizada em um terço dos nascimentos, segundo a pesquisa Nascer no Brasil.

O terceiro desafio seria ensinar a lidar com a autonomia da paciente, respeitar os seus desejos. O obstetra explicou aos participantes que os desejos da paciente e as suas consequências estão incluídos na clínica. Ele finalizou propondo o quarto desafio: a necessidade de ensinar a trabalhar em equipe efetivamente, médico e enfermeiras/obstetrizes.

Representando a UFMG e o Ministério da Saúde Marilene Gonçalves explicou aos participantes o que é o projeto Apice On: uma iniciativa do Ministério da Saúde e da Educação, que visa aprimorar e inovar no cuidado e ensino em obstetrícia e neonatologia, coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Ela questionou: “como é a assistência que queremos ter?” falou sobre o “nosso lugar de não lugar”, que deve priorizar um cuidado centrado na usuária e no usuário.

Segundo Marilene, a proposta é qualificar os seguintes componentes do cuidado em saúde: parto; nascimento; planejamento reprodutivo; pós-parto; atenção as mulheres em situação de violência sexual, de abortamento e aborto legal.

Como Hospital participante do projeto, o Sofia Feldman possui um grupo estratégico de 12 pessoas. “Nossa primeira ação é este seminários, colocando para os residentes o que o Apice On propõe. Temos apresentações no colegiado gestor e a 5ª reunião agendada para a finalização do diagnóstico”.

As bases estruturantes do projeto são a formação, atenção e gestão. Marilene Gonçalves ressaltou que o Apice On é inovação, então “o que temos de inovação aqui no Sofia? No Hospital das Clínicas? No Odilon Behrens? Isso nos interessa”, concluiu.

Para finalizar o seminário, os residentes escreveram propostas para a qualificação da assistência obstétrica e neonatal, que serão agregadas ao projeto.

O projeto Apice On terá duração de dois anos. Saiba mais aqui.