Boas-vindas aos novos residentes

sexta-feira, 2 de março de 2018 as 13:04

O Hospital Sofia Feldman recepcionou, ontem, 1/3, os novos Residentes de seus Programas de residência: 25  enfermeiros para a Enfermagem Obstétrica, 8 méticos para a Ginecologia e Obstetrícia, 3 médicos para a Neonatologia e 25 profissionais para a Multiprofissionais em Neonatologia. Vieram de várias partes de Minas e de outros estados, como Pará, São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí. Os residentes médicos da ginecologia e obstetrícia ficarão 3 anos no Sofia, enquanto os outros 2 anos.

Eles foram recepcionados pelos gestores e preceptores em solenidade no Auditório Sabiá. A mesa de abertura foi composta pelo presidente da Fundação de Assistência Integral à Saúde – FAIS, Sr. José Moreira Sobrinho, pelo diretor técnico e administrativo do Hospital, Dr. Ivo Lopes e pelos coordenadores Edson Borges ( Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia), Raquel Lima (Residência Médica em Neonatologia), Erika Dittz (Residência Multiprofissional) e Danúbia Mariane (Residência em Enfermagem Obstétrica).

Renovação da esperança

A cerimônia teve início com o Hino Nacional. Em seguida, Dr. Ivo Lopes recorreu à letra da música para chamar os residentes à responsabilidade na construção do SUS. Citando os trechos ‘Se o penhor desta igualdade, conseguimos conquistar com braços fortes’ e ‘Verás que um filho teu não foge à luta’, afirmou: “Contamos com os braços fortes para continuar a luta que começamos há muitos anos atrás na construção do SUS, o melhor sistema de saúde do mundo. Nossa esperança está em vocês, precisamos do apoio de todos. Estamos aqui para dar as mãos. Vocês estão no lugar certo. Vão aprender com as mulheres e renovam em mim a esperança”.

“Vocês são motivo de muito orgulho. Vê-los buscando o saber nos dá muito prazer e revigora nossas forças”, declarou o presidente da FAIS, Sr. José Moreira. Ele contou a história do Sofia desde os seus primórdios, com a Sociedade São Vicente de Paulo e observou que “essa ideia de ajudar o próximo brota até hoje no Hospital Sofia Feldman. O profissional deve estar voltado para o ser humano e trabalhar com alegria. Vocês vão trazer muito conhecimento e vão aprender muito em nossa casa”.

Equipe multi, de igual para igual

Edson Borges usou da poesia para falar aos presentes, citou o trecho “Caminhante, não há caminho. Caminho se faz ao andar.” Lembrou que “esta é a 7ª Residência de Ginecologia e Obstetrícia e, até hoje, foram formados 16 profissionais. Ele enfatizou que “Residente não é uma mão de obra barata, o que ensinamos tem um preço de mercado muito alto. Vocês vão aprender muito; vão ver que não sabem fazer Anamnese, vão aprender a assistir partos com tranquilidade, reconhecer distócias [problemas no parto], o momento certo de operar ou não, como tratar hemorragias, coisas muito complexas. Vão sair daqui com condições de trabalhar em qualquer hospital do país. 90% do aprendizado é prático, no campo de trabalho.”

Segundo o coordenador, são objetivos da Residência, além de adquirir habilidades sobre a técnica,  a comunicação. “Aprender a comunicar com os pacientes, com os familiares e com os seus colegas. Acabou aquela história de superioridade do médico. Teremos que nos comunicar de igual para igual. Esperamos que sejam muito felizes e que ajudem a construir este Hospital. Nós formamos profissionais para o SUS e esperamos que vocês assumam esse compromisso e que incorporem esse novo modelo de assistência ao parto e nascimento.”

Assistência compartilhada

A pediatra neonatóloga Raquel Lima, coordenadora da Residência Médica em Neonatologia, enfatizou que, no Sofia, “a assistência é compartilhada entre todas as categorias profissionais e baseadas nas boas práticas, não só na excelência técnica; vai além, as boas práticas incluem a capacidade de trabalho coletivo, estimular e fomentar isto aqui. Tudo praticado no Sofia vai de encontro às recomendações da Organização Mundial de Saúde, que tem como diretriz a boa assistência.”

“Vocês são o futuro, estaremos de mãos dadas para  aa atravessarem todas as dificuldades. Estamos juntos nesta caminhada”, afirmou.

Érika Dittz, preceptora da Residência Multiprofissional em Neonatologia pontuou que o Sofia vive um cotidiano de luta e resistência desde a sua fundação. “Acredito que nossa bandeira de luta, o modelo de assistência e formação nos deixa vulneráveis e na berlinda. Nossa luta é pela sobrevivência. Vocês estarem aqui é um aceite de lutar e caminhar juntos conosco. O desafio é trabalharmos integrados, as 8 categorias, com 8 desejos diferentes. São nossos pilares: integralidade, organização e o trabalho em equipe.”

Danúbia Mariane, coordenadora da Enfermagem Obstétrica, deu as boas-vindas aos Residentes. “Ser Residente é ser resistente e resiliente. Desejo uma trajetória de muita luz e sabedoria. Sintam-se felizes e agraciados por cada momento compartilhado com a mulher, a criança e as famílias.
Com todas as dificuldades, vamos lutar e persistir.”

Durante a manhã tiveram uma aula inaugural “Valores que orientam a assistência à mulher e à criança no Hospital Sofia” com o diretor clínico, João Batista Lima.

À tarde foram acompanhados em visita técnica e apresentadas os programas das Residências.