Hospital Sofia Feldman comemora o Agosto Dourado com atividades durante o mês

quarta-feira, 8 de agosto de 2018 as 19:34

Comemorada em mais de 170 países, a Semana Mundial de Aleitamento Materno este ano teve como tema “aleitamento materno: a base da vida”, com o objetivo de promover a amamentação e melhorar a saúde dos bebês.

Ampliada, pela lei federal 3452/15, passou a ser comemorado o Agosto Dourado. O Hospital Sofia Feldman realizará atividades de conscientização sobre a importância do aleitamento materno durante o mês com as usuárias e com os trabalhadores da instituição. “Agosto dourado, o mês da amamentação, é um mês de conscientização dos profissionais, de falar para a sociedade sobre o impacto que o aleitamento tem nas vidas das famílias. É um sucesso termos um mês para falar do aleitamento”, comemorou Cintia Ribeiro, coordenadora do Banco de Leite do Hospital Sofia Feldman.

As mães que utilizam a sala de apoio à amamentação (sala disponível dentro do Hospital para que as mulheres façam a extração manual do leite), participaram no dia 3 de uma atividade lúdica, desenharam o que a amamentação representa para elas. As participantes receberam um certificado em agradecimento ao envolvimento na ação. Os desenhos ficarão expostos no Centro de Capacitação do Hospital.

Com o objetivo de sensibilizar os trabalhadores sobre a importância do aleitamento materno, no decorrer deste mês será promovida uma capacitação para as equipes da neonatologia e da maternidade. Para viabilizar a participação de todos os profissionais, a capacitação será feita nos setores.

Para segunda quinzena do mês estão previstos o 3º Seminário de Aleitamento Materno, aberto para participação de estudantes e trabalhadores da área da saúde, no dia 16, veja aqui a programação. Um Encontro Casal Grávido especial, com direito à mamaço, no sábado, dia 25.

Leite Materno: que importância tem?

Sempre pronto, na temperatura certa e não custa nada. De mãe para filho, o leite materno contém todos os nutrientes, minerais e anticorpos necessários para o bebê. De acordo com o Ministério da saúde, o leite da mãe funciona como uma vacina, pois é rico em anticorpos, e protege a criança de muitas doenças como diarreia, infecções respiratórias, alergias, diminui o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.

Paola Araújo, grávida pela segunda vez, está no 6º mês de gestação. Procurando por uma instituição que tenha o título de “Amigo da Criança”, veio tirar dúvidas sobre o pós-parto no Hospital Sofia Feldman, Amigo da Criança desde 1995. Ela explicou que deseja “ter um parto natural, sem nenhuma intervenção médica desnecessária”. Paola tem o desejo de que a segunda filha, Laura, fique o máximo de tempo que puder em contato pele a pele após o nascimento, algo que não foi possível em seu primeiro parto: “de preferência instantaneamente, nasceu, vem direto para o peito, não quero ter a menina e já ter alguém para tirá-la do meu colo, dar banho e voltar com ela limpinha, não quero, não precisa”.

Paola acredita que a amamentação é capaz de trazer inúmeros benefícios, sendo o melhor alimento que uma mãe pode dar ao filho. Reconhece que amamentar pela primeira vez não foi fácil no início, pois não teve o apoio necessário. Ela explicou que a busca por informações e o auxílio do companheiro foram ajudas importantes: “obviamente meu peito doía enchia demais, mas com o apoio do meu marido e as leituras sobre a pega, sobre tomar sol antes do neném nascer, acabou tornando-se fácil”. A coordenadora do Banco de Leite do hospital Sofia Feldman, Cintia Ribeiro, explicou que a primeira semana de amamentação é um momento para aprender a conhecer o bebê e o bebê conhecer a mãe. “É importante saber que o nascimento é um processo de aprendizagem. Há algumas dificuldades de adaptação com o aleitamento materno. Devemos lembrar que toda mulher precisa pedir ajuda ainda dentro da maternidade, para que não vá para casa com dúvidas e fique tranquila”.

Rede de apoio

Cintia Ribeiro falou da importância de uma rede de apoio para a mulher: “na primeira semana há um sentimento de insegurança, se acontecer, busque apoio no Banco de Leite ou nos hospitais. Sem apoio, o risco do desmame é grande, é importante que a mulher saia da maternidade preparada e saiba onde encontrar ajuda”. Cintia concluiu: “precisamos falar mais sobre isso. É difícil? É! Mas, quando o profissional facilita, possibilitando o acesso à uma rede de apoio, é possível ter uma experiência diferente”.

Paola Araújo lembrou da experiência que teve com o primeiro filho: “o André mamou até um ano e nove meses e ele mesmo quis largar. Eu enfrentei muita gente para amamentar os seis meses exclusivos, as pessoas diziam: precisa de água, precisa de chá, eu não aceitava”. Hoje o André desfruta de uma “saúde de ferro”, segundo a mãe.

Além dos benefícios para o bebê, Paola percebeu que ao amamentar o filho, um laço afetivo os envolveu, trazendo benefícios para ela também: “criamos um vínculo maior, toda vez que o André ia mamar ele ficava olhando para mim era a coisa mais fofinha do mundo”, contou.

Conflito de interesses

Segundo Cintia Ribeiro, coordenadora do Banco de Leite do HSF, para que a sociedade entenda a importância do aleitamento materno é preciso falar sobre isso e, tendo as informações corretas, os riscos do desmame precoce são menores. Ela contou que o desmame é, muitas vezes, induzido pelas indústrias de leite em pó. “Existe um conflito de interesses. A indústria promove a chupeta e a mamadeira, e este é o grande vilão”, pontuou. Cintia contou que o uso das chupetas e mamadeiras trazem prejuízos e que o maior problema disso, “é que amamentar é um direito da criança, muitas vezes retirado, sem que ela tenha feito essa escolha”.

Recordando sua experiência pessoal com o aleitamento, Cintia contou que é movida pelo privilégio de ter amamentado os dois filhos. “Vivenciei esta experiência que considero mágica. Amamentei e pude ajudar muitas crianças internadas na neonatologia do Hospital quando fui doadora”. Ela contou que a prática profissional dela é norteada por esta experiência, que, por vezes, não foi fácil. “Vivi momentos bons, mas também muitas dificuldades no aleitamento, o que me fez compreender que é preciso apoiar estas mulheres”. Ao voltar da licença maternidade Cintia, motivada a ajudar mais mulheres a terem uma experiência favorável ao aleitamento, criou o Encontro casal Grávido, reunião em que as mulheres e acompanhantes podem tirar dúvidas sobre a gestação, parto e pós-parto.

Está amamentando?

Doe o leite em excesso! Para ser doadora, são observados alguns critérios: a mãe deve estar amamentando, ter leite excedente, não fazer uso de bebidas alcoólicas, cigarros ou outras drogas; não ter tido hepatite, não ter recebido transfusão de sangue nos últimos 5 anos e possuir os exames de pré natal negativados.

Nas regiões Norte e Nordeste de Belo Horizonte, a coleta do leite doado é feita em domicilio por uma enfermeira do Hospital; nos primeiros contatos com a mãe, esta enfermeira ensina o procedimento para uma boa coleta, esclarecendo dúvidas e, se necessário, auxiliando também sobre o posicionamento correto do bebê e a pega para que a amamentação seja uma experiência saudável e prazerosa para mãe e filho.

Para se cadastrar e obter mais informações sobre como doar o leite humano, ligue para o nosso Banco de Leite: 3433-7496.