Aprimorando o cuidado à mulher e ao recém-nascido

segunda-feira, 1 de outubro de 2018 as 17:06

O Sofia Feldman recebeu seis enfermeiras obstétricas, do Rio de Janeiro e de São Paulo, para vivenciarem a assistência na instituição por 15 dias. O objetivo é aperfeiçoar a prática profissional das enfermeiras em diversos estados do país, por meio do Programa de Aprimoramento do Ministério da saúde.

Do dia 17 a 28 de setembro, participaram de atividades em todos os ambientes do Hospital. “A ideia de vir é para conhecer o modelo, ver os protocolos para se espelhar. O Sofia é uma referência de humanização, das boas práticas, tudo aqui é aprendizado”, contou Fernanda Pio, do Instituto Fernandes Figueira, RJ.

Fernanda explicou que no local onde trabalha as ações em prol da humanização da assistência estão acontecendo e que as mulheres hoje, estão mais empoderadas: “a gestante está bem informada, ela visita o local onde terá o parto antes, busca conhecimento. Muitas já mudaram a mentalidade acerca do parto, para melhor”.

A enfermeira obstétrica observou a importância da reunião com acompanhantes, feitas no Sofia Feldman, todos os dias. “Ouvir e saber o que eles têm para dizer, ter um feed back do que está sendo feito é algo muito bacana. Pensei que os acompanhantes ficariam tímidos, mas não, eles falam mesmo”, contou.

A realização de ações de aprimoramento da enfermagem e mudanças no modelo assistencial ao parto e nascimento, segundo Fernanda Pio, tem sido apoiada pela direção da instituição onde trabalha. “Estamos com a faca e o queijo na mão. Agora vamos trabalhar para passar esta ideia para toda a equipe”.

O SUS que dá certo

Sandra da Silva veio do Hospital Universitário da USP, São Paulo, pela primeira vez ao Sofia: “conhecia apenas pela fama e por alguns vídeos no Youtube, como o SUS que dá certo”. Ela explicou que, no HU, a enfermeira obstétrica sempre esteve presente nos partos. “Desde o pré-parto nós acompanhamos a gestante”.

Ela fez uma observação:  enquanto na cidade de origem é usado dizer que os profissionais fazem o parto, no Sofia Feldman fala-se em assistir ou acompanhar o parto e, para ela, foi esta experiência que vivenciou, de assistir aos partos. “Aqui é um aprendizado para tudo, de paciência, de entender que o parto vai acontecer no momento certo, no momento da criança”, explicou.

A trabalhadora encantou-se com a assistência prestada no Centro de Parto Normal, sem intervenções desnecessárias. Sandra contou que está aprendendo a deixar o parto fluir naturalmente. Segundo ela, não há necessidade de interferir se a mulher está em trabalho de parto. “Estamos tentando mudar esta ideia, de querer acelerar as coisas, temos que respeitar mais o desejo da mulher”, informou.

Formada há 35 anos Sandra percebeu que os tempos mudaram: “as mulheres leem, se informam, tem conhecimento. O HU é um hospital-escola e os estudantes nos trazem muitas novidades”.

Sandra da Silva aprendeu técnicas de massagem na parturiente no Núcleo de Terapias Integrativas e Complementares do Sofia Feldman. Ela contou que a partir de então, terá sempre um potinho de creme no bolso. “Está sendo muito gratificante. Fiz massagem em uma das parturientes que acompanhei aqui, esta é umas das coisas que vou levar”.