Leite Humano: doe e ajude a salvar vidas

terça-feira, 18 de dezembro de 2018 as 17:58

Dezembro é mês de comemorações e férias. Com tantas ocupações, a doação de leite humano, por vezes, deixa de ser prioridade. O estoque do Banco de Leite Humano do Hospital Sofia Feldman diminuiu e estamos precisando da sua colaboração. Das 29 crianças internadas na UTI Neonatal, 74% recebem o Leite Humano Pasteurizado e a falta de doadoras prejudica a oferta  para recém-nascidos de risco e prematuros, que precisam desse alimento para se recuperarem mais rápido.

Critérios para ser doadora

Para ser doadora, são observados alguns critérios: a mãe deve estar amamentando, ter leite excedente, não fazer uso de bebidas alcoólicas, cigarros ou outras drogas; não ter tido hepatite, não ter recebido transfusão de sangue nos últimos 5 anos e possuir os exames de pré-natal negativados.

Nas regiões Norte e Nordeste de Belo Horizonte, a coleta do leite doado é feita em domicilio por uma enfermeira do Hospital. Nos primeiros contatos com a mãe, a enfermeira ensina o procedimento para uma boa coleta, esclarecendo dúvidas e, se necessário, auxiliando também sobre o posicionamento correto do bebê e a pega para que a amamentação seja uma experiência saudável e prazerosa para mãe e filho.

Para se cadastrar e obter mais informações sobre como doar o leite humano, ligue para o Banco de Leite Humano: 3433-7496.

Dicas para uma boa coleta

Escolha um lugar tranquilo em que poucas pessoas transitem no momento da extração. Coloque a touca e a máscara. Lave as mãos até a dobra dos cotovelos com água e sabão; lave as mamas com água. Despreze os primeiros jatos de leite, para então iniciar a extração manual.  O leite deve ser coletado em um recipiente de vidro, esterilizado. Este recipiente é fornecido pelo Hospital. Após a extração do leite, armazene imediatamente no congelador ou freezer. O leite pode ser armazenado por até 15 dias antes de ser pasteurizado.

A pasteurização, de acordo com a nutricionista Lorena Nogueira, é um procedimento de aquecimento e posterior resfriamento, que inativa os microrganismos patogênicos que podem estar no leite doado. Este processo é necessário, pois o leite de uma mãe não pode ser oferecido para outro bebê, que não seja seu filho, sem ser pasteurizado.

Veja campanha do Ministério da Saúde