Capacitação traz avaliações e novas técnicas para a enfermagem obstétrica

terça-feira, 30 de abril de 2019 as 14:23

O Sofia promove regularmente atividades de Educação Permanente por reconhecer sua importância para a reflexão sobre as práticas de atenção e formação de modo a favorecer as mudanças nos processos e nos indivíduos. Neste final de semana, profissionais da enfermagem obstétrica e residentes de enfermagem obstétrica participaram do curso.  “Cuidar – Cuidados Imediatos Durante a Assistência ao Recém-nascido”.

Realizado pela Escola de Enfermagem da UFMG e Abenfo, o curso aconteceu nos dias 27 e 28 de abril, de 8 às 18h30. Tratou-se dos cuidados de enfermagem ao recém-nascido em sala de parto, participaram 48 profissionais. Para Raquel Rabelo, enfermeira obstetra e organizadora do Curso, foi muito proveitoso. “Aprendemos sobre a máscara laríngea ainda não utilizada como rotina no Sofia, – um suporte avançado de via área que o enfermeiro está autorizado a utilizar. Não é considerada uma intubação, não é endotraqueal, chega até a laringe facilitando a entrada do ar, podendo ficar até 4 horas, não é uma via permanente, é uma via de urgência, é uma alternativa para atender ao bebê que precisa”, afirmou a organizadora.

A enfermeira obstetra, Solange Clessêncio, ressalta que tem algumas práticas que precisam ser corrigidas e melhoradas, incluindo mudanças nos protocolos do cuidado. “Eles trazem algumas mudanças que a gente tem que realmente replicar, temos que reunir o grupo, e fortalecer, passar para a equipe toda, e isso foi algo muito rico”, afirmou.

Estiveram como instrutores a Doutora em Enfermagem pela UFMG e professora da Escola de Enfermagem da UFMG, Bruna Manzo, Elysângela Duarte, doutora em Saúde da Criança e do adolescente pela Universidade Federal de Minas Gerais, a professora adjunta do Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da UFMG, Juliana Marcatto, e o coordenador do departamento de enfermagem da SOMITI – Sociedade Mineira de Terapia Intensiva, Vitório Guedes.

Questionada se é algo (máscara laríngea) novo? Raquel respondeu: “Não é novo, mas ainda pouco utilizada no Brasil”. Os instrutores, segundo Solange Clessêncio, afirmaram que todo o tempo dispensado para avaliar a prática é importante e que, normalmente, o Sofia é percursor.  Estar aqui pra eles é um ganho muito grande”, disse.