Doula

Doula Comunitária

Doula é uma palavra grega que significa ‘’aquela que serve a outra mulher’’. Doulas são voluntárias da comunidade, que de segunda a segunda, 24 horas por dia, acolhem e acompanham as mulheres que vêm ao HSF em busca de assistência ao parto. Priorizando as parturientes desacompanhadas, as doulas proporcionam apoio emocional, amparo e incentivo às mulheres em trabalho de parto e a seus familiares, estabelecem contato com os profissionais solicitados e, após o nascimento, incentivam a interação da mãe com seu bebê e a amamentação.

Além do aumento da qualidade e na grande contribuição para a humanização do atendimento, a presença amigável e constante das doulas produz ainda os seguintes resultados:

  • Redução do tempo de trabalho de parto;
  • Redução do uso de medicação para alívio da dor
  • Redução do índice de cesárea;
  • Aumento da taxa de aleitamento materno, exclusivo ao seio;
  • Resguardo de um tratamento individualizado personalizado à mulher, fortalecendo-a como cidadã diante do aparato médico-institucionalizado;
  • Maior segurança e satisfação da mulher e de seus familiares durante o trabalho de parto e o puerpério, possibilitando singularidade e emoção no momento do nascimento de uma nova vida;
  • Incentivo ao resgate da tradição, segurança e simplicidade do parto normal.

Multiplicando experiências (Notícias do Sofia nº 10)

A atuação da Doula Comunitária é uma das estratégias de Humanização da assistência ao parto e nascimento prestada às mulheres assistidas pelo Sistema Único de Saúde. Por serem mulheres que fazem parte da comunidade assistida pelo Hospital, as Doulas Comunitárias atuam no Controle Social, fortalecendo-o.

O Projeto Doulas Comunitárias, desenvolvido pelo Hospital Sofia Feldman em parceria com a Associação Comunitária de Amigos e Usuários do HSF, é pioneiro no Brasil como projeto hospitalar institucionalizado. Baseado na literatura científica, tem como objetivo melhorar os indicadores assistenciais e os níveis de satisfação das usuárias e usuários.

A parceria entre o Ministério da Saúde e o Hospital para a multiplicação da iniciativa em outras maternidades do Sistema Único de Saúde, prioritariamente das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país, foi estabelecida em 2001 e 2003.

O projeto foi estendido às maternidades públicas do município de Belo Horizonte, região metropolitana e interior do estado. De junho de 2006 a julho a setembro de 2010 foram realizadas 16 capacitações com 413 participantes,entre gestores e profissionais da área da saúde materna das seguintes instituições:  Hospital Júlia Kubitschek; Hospital Risoleta Tolentino Neves; Hospital Sofia Feldman; Hospital Odilon Behrens; Maternidade Odete Valadares; Maternidade Municipal de Contagem; Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

O Hospital Sofia Feldman criou as Normas de conduta para atuação da doula na instituição, reafirmando que não é permitida a dupla cobrança no SUS. Veja o modelo.

Normas de conduta para atuação da “Doula” no Hospital Sofia Feldman

Em consonância com as normas dispostas na Lei Municipal nº 10.914, de 10 de março de 2016, “Obriga maternidade, casa de parto e estabelecimento hospitalar congênere a permitir presença de Doula em trabalho de parto, parto e pós-parto, sempre que solicitada pela parturiente” o Hospital Sofia Feldman elaborou este protocolo com intuito de favorecer, otimizar e qualificar o serviço prestado pelas acompanhantes de parto, as Doulas. Segundo o parágrafo 1º da referida Lei, “[...] as doulas são acompanhantes de parto, escolhidas livremente pelas gestantes e parturientes, que ‘visam prestar suporte contínuo à gestante no ciclo gravídico puerperal, favorecendo a evolução do parto e bem-estar da gestante’ [...]”.

A instituição permite a presença da Doula sempre que solicitada, observando os seguintes requisitos:

  • O Hospital Sofia Feldman é uma instituição 100% SUS, que oferece à mulher o acompanhamento por Doula Comunitária. Desta forma, qualquer cobrança realizada por este serviço não está vinculada e não poderá ser permitida dentro desta instituição
  • As Doulas podem ser escolhidas livremente pela gestante, durante a internação, para acompanhamento no trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
  • O Hospital conta com alguns dos instrumentos utilizados como métodos não farmacológicos de alívio à dor durante o trabalho de parto e parto: banheira, chuveiro, bola de fisioterapia, banqueta para parto, podendo ser solicitado o uso à equipe de enfermagem a qualquer momento. Portanto, é dispensável que este material seja trazido para o Hospital. Demais materiais não listados devem ser higienizados com álcool 70% antes de sua utilização.

Em cumprimento ao Art. 3º. da mesma Lei fica vedada à Doula a realização de procedimento médico ou clínico multiprofissional, como aferição de pressão, avaliação da progressão do trabalho de parto, monitoração de batimentos cardíacos fetais, administração de medicamento, entre outros, mesmo que esteja legalmente apta a fazê-lo. Mesmo que a Doula possua formação na área de saúde não é permitida a interferência na conduta clínica ou execução de procedimentos de responsabilidade da equipe multiprofissional técnica. A assistência prestada deve-se limitar à função de Doula, “mulher que serve outra mulher”.