História

Em 1974, o Conselho Particular de São Bernardo, órgão da Sociedade São Vicente de Paulo – SSVP (entidade com vasta atuação em todo o mundo na área de serviços sociais) avaliava a proposta de um de seus confrades, o Sr. José de Souza Sobrinho, sobre a construção de uma obra beneficente em uma quadra de lotes no bairro Tupi, zona norte de Belo Horizonte, doada àquela entidade. Esta havia sido a primeira exigência do doador dos lotes, Dr. Marx Golgher; a segunda era que a obra levasse o nome de sua avó, Dª Sofia Feldman*. O Sr. Souza Sobrinho propôs que no local fosse construído um hospital, porém seus pares, reunidos em assembléia, julgaram o empreendimento grande demais para o resumido grupo de vicentinos. E rejeitaram a proposta.

Sem desistir de seus planos, o Sr. Souza Sobrinho solicitou permissão para se responsabilizar pela construção do hospital. Os demais vicentinos do Conselho Particular do São Bernardo acataram o pedido e ele então passou a buscar recursos em subvenções federais, estaduais, municipais e doações. Construída pelo sistema de mutirão e com pouquíssimos recursos, a primeira parte da obra foi concluída e, para colocá-la em funcionamento, aliaram-se ao Sr. Souza Sobrinho dois jovens médicos: Dr. Ivo de Oliveira Lopes, obstetra, e Dr. José Carlos da Silveira, pediatra.

Foi assim que o Hospital Sofia Feldman começou a operar: para atender a população que, por não contar com assistência da Previdência Social, dependia da caridade para ter acesso aos serviços básicos de saúde. O ambulatório foi inaugurado em 1978 e o Hospital em 1982, com seis leitos na maternidade em sistema de alojamento conjunto – portanto sem berçário – e seis leitos de clínica pediátrica, também com internação conjunta – mãe e filho. Até 1986 o Hospital funcionou com trabalho voluntário e doações da comunidade. Neste ano, através de um movimento comunitário, foi incluído nas Ações Integrais de Saúde – AIS, programa precursor do Sistema Único de Saúde – SUS.

A partir daí o Hospital passou a receber um fluxo regular de receitas, que permitiu a ampliação progressiva da área física e o aumento dos serviços oferecidos. Em 1987, o convênio passou de AIS para AIH (Autorização de Internação Hospitalar). Em 1988, por questões políticas e pelo oferecimento do serviço de planejamento familiar à população, o Hospital desvinculou da SSVP, transformando-se em Fundação de Assistência Integral à Saúde – FAIS.

A comunidade, sempre parceira do Hospital, continuou apoiando suas atividades. Em um momento de crise institucional que trouxe risco de encerramento das atividades, esta parceria foi formalizada através da criação da Associação Comunitária de Amigos e Usuários do Hospital Sofia Feldman. (ACAU/HSF). Mais recentemente, em maio de 2006, foi criado o Conselho de Saúde de acordo com a Lei Federal 8.142 de 23 de dezembro de 1990. O Conselho tem como finalidade fiscalizar e acompanhar o desenvolvimento das ações e serviços de saúde no Hospital.

Atualmente a FAIS tem como presidente o Sr. José Moreira Sobrinho, genro do fundador do Hospital, o Sr. José de Souza Sobrinho, falecido em 1993. Os doutores Ivo de Oliveira Lopes e José Carlos da Silveira integram a equipe do Sofia – o primeiro como diretor administrativo e o segundo como diretor clínico.

Saiba quem foi Sofia Feldman.